Publicidade e branding em foco: a presença de Lady Gaga no Rio de Janeiro

Desde o ano passado, os megashows no Rio de Janeiro se transformaram em muito mais do que eventos culturais grandiosos: eles passaram a ser verdadeiros palcos que mobilizam marcas, criam experiências e transformam a maneira como as empresas se conectam com o público. 

E o show da Lady Gaga, marcado para maio de 2025, na Praia de Copacabana, é mais uma prova disso. Organizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com produtoras e grandes patrocinadores, como Santander e Corona, o evento promete não ser apenas um marco no cenário musical, mas também no publicitário. 

Mas como exatamente esses eventos gigantescos se tornaram grandes vitrines para marcas? 

Isso é o que nós vamos ver ao longo deste artigo. Continue a sua leitura e saiba mais!

Os megashows como palcos para branding

Tudo começa pela experiência. Quando uma empresa associa sua imagem a um artista de renome mundial, como Lady Gaga ou Madonna, ela não está apenas patrocinando um show — está se tornando parte de um momento inesquecível para milhares (ou até milhões) de pessoas. Isso cria um vínculo emocional que transcende a publicidade tradicional. 

Os megashows são, na verdade, muito mais do que eventos de entretenimento; eles são um ambiente perfeito para que marcas criem conexões profundas e duradouras com seu público. A força desses eventos está na capacidade única de engajar as pessoas emocionalmente, já que a música é uma linguagem universal que desperta sentimentos e memórias. 

Associar uma marca a um artista de renome mundial como Lady Gaga ou Madonna permite que as empresas se conectem com o público de forma autêntica, explorando as emoções e a energia que apenas um megashow pode proporcionar.

A experiência começa meses antes, no anúncio oficial, quando as redes sociais são inundadas por fãs ansiosos e especulações começam a circular. É nesse momento que as marcas têm a oportunidade de se posicionar de forma estratégica, criando campanhas que engajem o público e gerem expectativa. 

A cobertura da mídia, os sorteios de ingressos, as ativações digitais e as interações nas redes sociais prolongam a visibilidade da marca antes, durante e depois do evento.

Hoje, os megashows funcionam como vitrines globais. Um evento como o de Lady Gaga em Copacabana coloca o Brasil no mapa internacional, atraindo não só fãs locais, mas também turistas de todo o mundo, que querem fazer parte de um momento histórico. 

E é exatamente isso que torna esses eventos tão atrativos para as marcas: a combinação de alcance massivo e relevância cultural.

O case do Itaú com Madonna em 2024

O maior exemplo que ilustra a força dos megashows como ferramentas de branding foi o patrocínio do Itaú ao show da Madonna, em 2024. Na época, o banco estava em meio a um reposicionamento de marca, buscando reforçar a sua resiliência ao longo dos 100 anos do branco.

O Itaú aproveitou a oportunidade para lançar campanhas que explorassem todo o potencial do evento. Entre elas, ativações exclusivas no local do evento, sorteios de áreas VIP nas redes sociais e, até mesmo, parceria com a cantora para criar conteúdos exclusivos para os clientes do banco. 

O impacto foi imediato. Com uma artista de tamanha importância ao seu lado, o Itaú consolidou seu novo posicionamento, firmou a sua mensagem de ser “Feito de futuro”, gerou buzz nas redes sociais e uma enorme repercussão na mídia. 

Mas, mais do que isso, mostrou que marcas estarem em um lugar evidência, como patrocinando eventos internacionais, pode ser uma estratégia poderosa para aquelas que buscam se conectar com o público de forma autêntica e emocional. 

Entre as lições que outras empresas podem tirar desse movimento, destacam-se:

  • A importância de uma narrativa clara: o Itaú usou o show de Madonna como uma extensão de sua campanha de reposicionamento, reforçando mensagens alinhadas aos seus valores.
  • A criação de experiências exclusivas: as ativações para clientes, como áreas vip e conteúdos personalizados, foram fundamentais para estreitar o relacionamento com o público.
  • Aproveitar o buzz pré e pós-evento: o Itaú soube explorar as diferentes fases do evento para manter a marca em evidência por meses.

Santander e Lady Gaga: um novo jogo de patrocínios em 2025

Um ano depois, em 2025, o Santander decidiu dar um passo ousado ao se tornar o principal patrocinador do show de Lady Gaga no Brasil. Mas o que levou o banco a investir em um evento de tamanha magnitude?

Bibiana Berg, sênior head de experiência e cultura do Santander, em entrevista para o Meio&Mensagem, explicou que a escolha foi estratégica. Para o banco, associar-se a um evento como esse é uma forma de reforçar sua imagem de inovação, diversidade e conexão emocional com o público. 

Segundo Guilherme Bernardes, superintendente executivo de marketing do banco, essa é apenas a primeira grande ação do Santander em 2025. “Temos a ambição de ser a marca que traz os maiores shows internacionais para o Brasil e não vamos parar na Gaga”, afirmou.

Além disso, o show faz parte da plataforma Santander SMusic, lançada em 2023 para oferecer experiências musicais exclusivas a clientes em países como Brasil, México, Argentina e Espanha.

Entre as estratégias do Santander para o evento, destacam-se:

  • Ativações digitais e presenciais: o banco já está promovendo sorteios de ingressos para áreas vip, com experiências exclusivas para seus clientes.
  • Conexões emocionais: o patrocínio ao show de Lady Gaga é apresentado como parte de um movimento maior para democratizar a cultura e oferecer acesso a eventos de grande porte.
  • Benefícios exclusivos: clientes do Santander têm poderão participar de sorteios de acessos à área VIP e promoções especiais, reforçando o valor da marca e fidelizando consumidores.

O novo desejo das marcas por megashows

O show de Lady Gaga em 2025 trouxe uma inversão interessante na dinâmica dos patrocínios. Tradicionalmente, produtores e organizadores de eventos buscavam marcas para financiar seus projetos. No entanto, no caso do show de Gaga, a situação foi oposta: marcas começaram a procurar os organizadores para garantir um espaço no evento.

Essa mudança reflete o valor crescente que esse tipo de evento tem para as estratégias de marketing. Com o aumento da competição por atenção no mercado publicitário, investir em experiências culturais que criem conexões emocionais passou a ser uma prioridade para muitas empresas.

O exemplo da C&A no show de Lady Gaga é emblemático. A marca, reconhecendo o potencial do evento, tomou a iniciativa de buscar os organizadores para se tornar uma das patrocinadoras. 

Além de garantir visibilidade no evento, a C&A enxergou no show uma oportunidade de criar um storytelling poderoso, alinhado ao lançamento de uma nova coleção inspirada na cantora.

Essa inversão de papéis — onde as marcas disputam espaço em eventos culturais — é um indicativo claro de que o mercado está mudando. Hoje, não basta apenas investir em publicidade tradicional; é preciso estar presente nos momentos que realmente importam para o público.

Branding e experiência: o que realmente importa?

No final, o que separa um patrocínio bem-sucedido de um patrocínio comum é a experiência que a marca proporciona. O público não deseja apenas assistir a um show; ele quer viver uma experiência única e inesquecível. É aí que entra a criatividade das marcas.

Grandes exemplos de ativações bem-sucedidas em eventos musicais mostram como a inovação é essencial. No Rock in Rio, por exemplo, marcas como Coca-Cola e Heineken criaram espaços interativos que iam além do consumo tradicional, oferecendo experiências imersivas que reforçavam os valores das empresas. 

Para o show de Lady Gaga, o Santander já anunciou ativações exclusivas, como sorteios de ingressos para áreas VIP e benefícios especiais para clientes. Mesmo aqueles que não estarão presentes nas areias de Copacabana, poderão sentir que fazem parte desse momento por meio de ações e campanhas.

Mais do que expor o logotipo, a chave para o sucesso está em criar uma conexão genuína com o público. E isso só é possível quando a marca entende os desejos e expectativas das pessoas que estarão no evento. Quando uma experiência é bem executada, o impacto vai muito além do show. Ele se reflete na percepção da marca, no engajamento nas redes sociais e, claro, na fidelidade dos consumidores.

O impacto de estratégias bem pensadas para branding das marcas 

O que os cases do Itaú com Madonna e do Santander com Lady Gaga nos mostram não é apenas o poder dos megashows, mas a importância de uma estratégia de branding bem estruturada e da capacidade de enxergar oportunidades antes da concorrência. 

O sucesso dessas ações não está apenas no evento em si, mas no alinhamento entre marca, posicionamento e a experiência entregue ao público.

Marcas que sabem aproveitar esses momentos com inteligência colhem resultados muito além da visibilidade imediata. Elas fortalecem sua identidade, criam conexão genuína com os consumidores e, mais do que isso, geram valor financeiro ao se posicionarem como referências no mercado. 

Na Alfred, acreditamos que grandes resultados vêm de decisões bem planejadas e da capacidade de transformar eventos em plataformas sólidas de branding. Criamos estratégias para que empresas não apenas apareçam, mas deixem sua marca no imaginário do público e conquistem relevância duradoura.

Chegou a hora de pensar além do convencional, afinal, oportunidades como essas não surgem sempre. Os negócios que sabem aproveitá-las com inteligência e criatividade são aqueles que se consolidam como verdadeiros ícones do mercado.

Na Alfred, estamos prontos para ajudar você a transformar presença em influência, patrocínio em retorno real e branding em resultados concretos. Vamos construir essa estratégia juntos? Fale com um especialista.

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